Jogo sujo: Justiça desapropria bens de local alugado e não pago pela prefeitura; atual gestão joga a culpa a anterior pelo ocorrido

Galpão onde funciona anexo de escola municipal teve equipamentos retirados por decisão de justiça. Imóvel pertencia a empresa de ônibus e foi ocupado sem a prévia autorização dos donos.

 

O prefeito de Mesquita, Jorge Miranda, desapropriou e não pagou um imóvel pertencente a uma empresa ônibus de Nilópolis. No local funciona o anexo da Escola Municipal Machado de Assis, no bairro Santa Terezinha, que foi alugado ainda na gestão passada, por Gelsinho Guerreiro. Por conta disso, o principal argumento de Jorge é que ordem de retirar os equipamentos da escola foi de Gelsinho.

Quando foi alugado por Gelsinho nas eleições de 2016, o local foi usado como comitê eleitoral. A desapropriação foi feita através de um decreto sem qualquer processo prévio ou no mínimo sem que os proprietários fossem avisados.  O decreto foi publicado as vésperas do natal de 2017 e a prefeitura se apropriou do imóvel com todos os utensílios de forma imediata, não permitindo assim que nem os proprietários e nem os locatários pudessem retirar seus bens imóveis do prédio, naquele momento ocupado.

Diante dos fatos, os representantes legais dos donos do imóvel entraram com diversas ações judiciais, visando retomar o prédio e reaver os bens. A prefeitura de Mesquita ignorou todas as notificações judiciais e pior: Não pagou os proprietários qualquer valor pelas desapropriações e instalou no local o anexo da escola Machado de Assis, mesmo sabendo que já existia um processo judicial que poderia resultar na retomada do imóvel por seus proprietários a qualquer momento.  Essa semana a justiça determinou que os bens imóveis no prédio deveriam ser retirados e entregues aos verdadeiros donos.

Para que a justiça tomasse tal decisão, foi necessário que ficasse provado a quem realmente pertencia os moveis,  como ar-condicionado e outros utensílios e determinou um prazo de 10 dias para que tudo fosse removido. Na manhã da última quinta-feira (4) os oficiais de justiça foram ao local para cumprir a decisão da retirada desses utensílios.

Aproveitando-se do clima eleitoral, Jorge Miranda usou a decisão da justiça para prejudicar a candidatura a deputado estadual de Daniel Guerreiro, filho de Gelsinho Guerreiro, com quem tem desavenças pessoais. Aliados do atual gestor de Mesquita e de candidatos por ele apoiado, estão disseminando mentiras e propagando falsas notícias na internet, acusando Gelsinho de ser o mandante da retirada dos equipamentos e de impedir as crianças da escola de estudarem. Como apurou a reportagem do Jornal O Povo, essa decisão foi da justiça.  Jorge, por sua vez, se apropriou dos bens e do espaço e não pagou ao dono o que era de direito.

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