Onda de violência assusta moradores de Nova Iguaçu

Assaltos são quase constante nos bairros do município. Em outros pontos da Baixada a Situação é a mesma.

Os assaltos nas ruas de Nova Iguaçu estão cada vez mais frequentes. Quem mora nos bairros do município vive em constante clima de tensão e medo, pois não sabem o que pode acontecer ao saírem de casa.

Dados do site ‘Onde Fui Roubado’ mostram que o município é o 50º no Ranking de denúncias do país, com 215 casos. Dessas denúncias, apenas 49,8% das pessoas registram boletim de ocorrência. 45% dos crimes acontecem durante o dia. Até o momento, o município já teve um prejuízo financeiro de R$ 700 milhões de reais.

Os crimes são os mais diversos, desde assalto a transeuntes a roubos de cargas. O arco metropolitano é o principal alvo da criminalidade. Eles aproveitam o pouco efetivo de policiais na pista e cercam os dois sentidos para realizar os assaltos. Relatos de vítimas que já foram assaltadas no arco contam que eles agem com rispidez e partindo para a agressão. “Em maio eu e mais 4 amigos fomos assaltados quando voltávamos de Duque de Caxias. Eram quase 10 bandidos, eles nos cercaram e pediram todos os nossos pertences. Um deles deu um soco na cara de um dos meus amigos. Ficamos todos desesperados”, disse Brenda Andrade, 19 anos, moradora de Miguel Couto.

O Arco Metropolitano é um dos principais alvos da criminalidade/ Foto: Google Street View

‘Agosto, mês do desgosto’.  Essa frase infelizmente fez sentido para os Iguaçuanos. Na noite do último dia 28, bandidos abordaram vítimas no bairro Jardim Nova Era, com um carro roubado, de modelo Hyundai Santa Fé em plena luz do dia, por volta de 9h da manhã. De acordo com relatos, pelo menos 4 criminosos fortemente armados levaram documentos e pertences de quem estava na hora. Uma das vítimas chegou até mesmo a ser agredida com um chute no peito.

Veículo apreendido pela polícia/ Foto: Divulgação_PMERJ

Uma mulher que não quis ser identificada diz que passou mal durante o assalto, pois os bandidos já chegaram muito violentos e apontando um fuzil para ela. “Eles levaram meu celular e já chegaram tocando o terror em todo mundo. Um deles apontou um fuzil para mim. Naquele momento eu só conseguir orar a Deus para me dar livramento. A situação está horrível, a violência não poupa ninguém”, disse.

Os policiais do DPO de Cabuçu, do 20º BPM (Mesquita) conseguiram recuperar o veículo, que foi levado para o pátio legal de Deodoro, além dos pertences das vítimas. A quadrilha conseguiu fugir. A ocorrência foi registrada na 56º DP (Comendador Soares).

Intervenção Militar na Baixada Fluminense?

 Anunciada depois do carnaval e com duração até dezembro, a intervenção militar no Rio de Janeiro foi anunciada com o intuito de reduzir a criminalidade em todo o Estado. É muito comum ver os militares nas ruas do centro do Rio de Janeiro ou nas comunidades. Porém, na Baixada Fluminense é quase inexistente a presença dos militares nas ruas. Somando a população dos 13 municípios da Baixada Fluminense, chega-se a um número de quase 4 milhões de pessoas que sofrem com insegurança de assaltos e com a opressão dos grupos de milícia em diversos pontos da região.

Militares também são vítimas da violência

No dia 26 de agosto, o segundo-sargento do Exército Gilson Alberto de Souza Amaral foi morto com três tiros em Austin. De acordo com a polícia, agentes foram verificar uma ocorrência de assassinato e constataram a morte da vítima como militar. Na mesma semana, no dia 20, o soldado Marcus Viana Ribeiro foi ferido durante operação no Complexo do Alemão. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. No dia 21 de agosto, o Cabo Fabiano de Oliveira Santos, de 36 anos e o soldado João Viktor da Silva, de 21, também foram mortos durante uma operação. Eles foram enterrados em Japeri.

“Não temos visto a intervenção aqui na Baixada porque as autoridades políticas não dão atenção a segurança pública.  Temos constantes reunião com os conselhos do setor aqui de Nova Iguaçu e do governo do Estado, mas nenhum deles comparecem. Hoje nós vivemos essa realidade”, disse Marcos Naval, militar reformado da marinha e presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Nova Iguaçu.

 

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