Prefeitura de Nilópolis na luta pelos recursos para finalizar as obras da UPA Juscelino Kubitsheck

A UPA Juscelino Kubitsheck, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, virou um dos principais pontos de saúde da região. Funcionando há pouco mais de 1 ano, seu atendimento é comparado com os hospitais gerais de Nova Iguaçu e de Saracuruna.

Pessoas de diversos municípios da baixada se consultam no local. O maior índice de fora é o de Mesquita. Embora existam as upas de Edson passos e Jacutinga, a presença dos Mesquitenses é forte em Nilópolis. O percentual é de 11,42%. Em seguida vem São João de Meriti, com 10,68% e por último outras partes do Rio, como Pavuna, com 11.49%, totalizando 7 mil atendimentos/mês a pessoas de outras localidades.

“Recebemos demandas de muitos municípios, mas de Mesquita é o que há mais pacientes em todos os setores. Muita gente vem com a pulseira de lá, encaminhados para nós. Isso é em todos os setores de atendimento da UPA”, disse Uilen Barbosa da Silva Jr, enfermeiro-chefe da unidade.

Os pacientes contam que chegam a fazer até mesmo amizades enquanto esperam ser chamados. É o caso da dona Guaraciana, 46 anos. Ela mora em Nilópolis, mas diz que pelo fato da UPA do município atender outros lugares, acabou conhecendo outras pessoas dentro da unidade.

“Já me acostumei a fazer amizade nas filas de hospital. Nós formamos uma população acolhedora e cuidamos muito bem dos moradores das cidades vizinhas. Somos praticamente um abrigo para toda a Baixada. Prova disso é a metade dessas pessoas atendidas aqui é formada pela população desses municípios”, diz ela.

Nesse primeiro semestre de 2018 o atendimento/mês na unidade variou entre 16.626 a 14.683 mil pessoas. Um número expressivo para uma Unidade de Pronto Atendimento. Os pacientes também dizem que o atendimento é bom e que os serviços prestados conseguem atender as suas necessidades.

Má herança da gestão anterior

Embora a UPA preste um atendimento expansivo, ainda há o que fazer no local. Olhando de fora, o prédio de 5 andares parece estar em perfeito estado. No entanto, apenas o primeiro andar da estrutura funciona. Em alguns pontos das instalações, apenas a parte de fora foi finalizada. Um trecho do prédio, a situação da obra ainda não chegou ao menos na metade.

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Parte de trás da unidade de saúde não possui paredes pelo menos cimentadas/ Foto: Antônio Elias/ Jornal O Povo.

O atual prefeito de Nilópolis, Farid Abrão, explica que as obras inacabadas são uma herança da gestão anterior do município. Antes da UPA, o local era um hospital municipal, até 2013. Ainda na gestão do antigo prefeito, o hospital foi fechado pelas péssimo estado das instalações e posteriormente demolido. No ano passado chegou a ser anunciado pelo ministério da saúde uma quantia de R$ 15 milhões de reais para que as obras da UPA fossem concluídas. A emenda conseguida pelo deputado federal Simão Sessim foi autorizada em janeiro deste ano. Porém, precisa ser liberada pela Caixa Econômica Federal.

“já estamos no caminho certo. Assim que o projeto for terminado vamos encaminhá-lo à caixa econômica para ser analisado. Caso ela autorize, aí podemos fazer a licitação para que esse dinheiro venha. Mas até agora ainda não recebemos a aprovação”, disse o prefeito.

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