Polícia Federal apura fraudes em fundos de pensões em Japeri e Belford Roxo

Policiais da Polícia Federal (PF) estiveram, nesta quinta-feira (12), nas prefeituras de Belford Roxo e Japeri para apurar fraudes em fundos de pensões. A operação Encilhamento foi deflagrada também em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás, e tem como objetivo investigar possíveis golpes na aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento.

Segundo a PF, as investigações apontaram 28 Institutos de Previdência Municipais. Estes investiram em fundos que, direta ou indiretamente, adquiriram papéis sem lastro. Foram identificados o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência.

Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais.

Em nota, o presidente do Previ-Japeri, João Ricardo Stancato Chispim, explicou que colaborou na entrega de documentos e para a busca de informações sobre infrações apontadas na hipótese criminal, onde estão envolvidos investimentos dos anos de 2016 com os fundos TMJ e Tower Bridge, realizados nas gestões passadas.

“Informamos ainda que todas as documentações requeridas foram devidamente entregues ao delegado responsável pela diligência”, informa a nota oficial, deixando claro que presidente do Previ-Japeri, João Ricardo, “apoia de forma irrevogável a atuação da Polícia Federal”.

Em Belford Roxo, o diretor-presidente do Previde, Pedro Paulo da Silveira e toda a equipe do instituto acompanharam toda ação da PF.

“Todos os processos exigidos foram retirados do arquivo e entre aos agentes federais. Segundo informações, foram quase R$ 40 milhões aplicados em fundos podres, em papel fantasma. Foram práticas realizadas por outras administrações. Estamos tranquilos e à disposição para colaborar no que for preciso”, destacou Pedro Paulo.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro , com penas de 2 a 12 anos de prisão.

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