Coluna A Voz da Mulher – deputada federal Rosangela Gomes

Representação Feminina no Parlamento

Olá, minhas amigas e amigos. Em 2017, o Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) divulgou um ranking mundial mostrando a presença feminina no Parlamento e o Brasil ficou com a 115ª posição dentre os 138 países analisados. De acordo com dados da pesquisa, há somente 10% de mulheres no parlamento brasileiro, uma colocação bem aquém do desejado, se pensarmos que as mulheres são mais da metade da população brasileira. Para o estudo, foram usados os bancos de dados do Banco Mundial (Bird) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ainda que a participação feminina na política brasileira esteja em crescimento, a organização não governamental PMI sinalizou que o Brasil só deverá alcançar a igualdade de gênero no Parlamento Federal em 2080. Um dado alarmante para quem, como eu, tanto batalha pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

Infelizmente o preconceito e, muitas vezes, a falta de apoio familiar ainda são causas comuns para a baixa participação das mulheres na política. Como deputada federal, participando ativamente de sessões e comissões no congresso, criando e apoiando projetos, percebo a importância e a necessidade de termos mais mulheres atuando efetivamente no parlamento, defendendo nossos pleitos, com uma visão específica acerca de temas que nos atingem diretamente.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 1995 o Brasil possui legislação específica que prevê cotas eleitorais, reservando às mulheres um percentual mínimo de candidaturas nas eleições proporcionais, mas somente em 2009 essas cotas se tornaram obrigatórias.

Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a distribuição de recursos do Fundo Partidário destinado ao financiamento das campanhas eleitorais direcionadas às candidaturas de mulheres deve ser feita na exata proporção das candidaturas de ambos os sexos, respeitado o patamar mínimo de 30% de candidatas mulheres. Mais uma medida que assegura uma política de estímulo para as mulheres.

O suporte partidário também é fundamental para apoiar essa causa. A destinação de tempo maior no horário político, tanto na televisão como no rádio, é um bom começo. Precisamos incentivar o surgimento de novas lideranças, dando apoio, treinamento e, até mesmo, abrindo portas para que as mulheres se sintam confortáveis a ingressar nesse ambiente, que tanto necessita de nossa presença. Com certeza temos muito a contribuir neste cenário, com nossas experiências, com o olhar para as questões sociais e por meio do entendimento de uma realidade que é tão nossa, como, por exemplo, a dupla jornada, ou, poderia até mesmo dizer, tripla jornada!

Portanto, tendo esclarecido tudo isso, fica aqui meu convite para que todas as mulheres participem mais ativamente da vida política de suas cidades, municípios e estados.  Lembrando que, o prazo de filiação para quem deseja se candidatar ao pleito deste ano, é até o dia 7 de abril. Venha para o PRB! Juntas podemos mais, faremos mais e garantiremos que mais direitos sejam assegurados.

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