A VOZ DA MULHER -DEPUTADA FEDERAL ROSÂNGELA GOMES

EMPODERAMENTO FEMININO

Nos últimos anos, temos acompanhado mudanças profundas na sociedade em relação aos papéis exercidos pelas mulheres. Não é segredo para ninguém que a população feminina tem se unido na hora de lutar pelo reconhecimento de seus direitos.
A jornada é longa e necessária, mas algumas conquistas, infelizmente, caminham junto com dados não tão bons assim. Pesquisas recentes nos revelaram que o número de famílias chefiadas por mulheres mais que dobrou no Brasil. De acordo com estudo realizado pelos demógrafos Suzana Cavenaghi e José Eustáquio Diniz Alves, os lares em que elas tomam as decisões saltaram de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões, em 2015.
Apesar dos dados terem mostrado que houve um aumento expressivo do comando feminino em famílias onde há um cônjuge, indicando que as mulheres passaram a ser mais reconhecidas dentro de seus lares como pessoas de referência e não por necessidade, eles também mostraram que há muitas que ainda vivem sozinhas com seus filhos.
Outra pesquisa recente, realizada pelo instituto Data Popular, revelou que o Brasil tem 67 milhões de mães. Dessas, 31% são solteiras, ou seja, cerca de 20 milhões ainda criam seus filhos sem a ajuda do parceiro.
Sabemos que estamos avançando em muitas áreas, temos mais acesso ao conhecimento, tem mais mulher no mercado de trabalho e os salários estão menos discrepantes. De fato, esse crescimento tem a ver com o empoderamento da última década, mas se, por um lado, estamos reduzindo as desigualdades de gênero, por outro, temos muito a fazer.
Ainda precisamos de uma divisão mais justa dos afazeres domésticos e de companheiros mais presentes na criação dos filhos. O que pode até parecer ser um aspecto menos importante diante de tantos obstáculos, é certamente um fator imprescindível para garantir igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, por exemplo.
Talvez os maiores desafios nessa caminhada ainda sejam fazer com que todos enxerguem as desigualdades no entorno social e suscitar no próximo a empatia em prol de mudanças práticas.

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