QUEM CALA CONSENTE – JÂNIA BIZARELLI

Nada a comemorar no Brasil no mês dedicado as mulheres

O número de casos de feminicídio no Rio de Janeiro, em 2017, chama atenção: foram 68 registros ao longo do ano passado, uma média de 5,6 casos por mês. Os feminicídios são os casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.
Esse tipo de crime começou a ser especificado no estado em outubro de 2016. Antes, o feminicídio era registrado apenas como homicídio. Na época, o estado regitrou 16 casos nesse período (outubro a dezembro de 2016).
Em 2017, Rio de Janeiro registrou 381 homicídios, número um pouco menor em comparação com 2016, quando foram registrados 396 casos. O crime de feminicídio é contido nos registros de homicídios do estado.
Considerando os casos do ano passado em todo o país, o Rio de Janeiro ocupa a 14ª colocação em taxa de homicídio de mulheres e a 16ª posição na taxa de feminicídio.
Para a delegada Marcia Noeli, chefe da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, é muito importante que o feminicídio seja discriminado entre os crimes de homicídio no estado
Neste mês de março celebramos no dia 08, : o Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a busca pela igualdade entre homens e mulheres. A data é percebida por muitos como um momento festivo, no qual se distribuem flores e mensagens que ressaltam a importância da mulher na sociedade. Mas neste 8 de março, nós, mulheres brasileiras, não temos muito a celebrar. Os dados divulgados pelo Monitor da Violência, revelam que o Brasil permanece como uma das nações mais violentas do mundo para as mulheres.
As estatísticas levantadas mostram que 4.473 mulheres foram vítimas de homicídio em 2017, um crescimento de 6,5% em relação a 2016, quando 4.201 mulheres foram assassinadas. Isso significa que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, taxa de 4,3 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas do sexo feminino. Para que o leitor tenha ideia do que isso representa, se considerarmos o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocuparia a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países.
O levantamento também inclui dados sobre feminicídios e revela que foram registrados 946 casos no país ano passado, aumento de 16,5% em relação a 2016. Neste caso, o aumento é uma notícia positiva, pois indica que os estados estão se empenhando em aprimorar os registros deste crime. Mas é evidente que ainda há subnotificação.
No ano passado, morte da uma operadora de caixa chocou familiares e amigos por tamanha crueldade. O suspeito do crime era namorado dela e morava com a vítima. Ele assassinou a mulher a facadas e golpes contundentes na frente dos dois filhos dela, uma menina de 1 ano e um menino de 5, dentro do apartamento em que moravam. O caso aconteceu na noite do dia 24 de novembro, no Estácio, Centro do Rio.
O suspeito, que não é o pai das crianças, foi preso em flagrante e confessou o crime. Familiares da vítima contaram ao G1 que o suspeito alegou para a polícia ter tido um surto psicótico e que, por isso, matou a mulher.
Em janeiro deste ano, um policial militar reformado foi preso por suspeita de ter matado a esposa em Rio Claro, no Sul do Rio de Janeiro. O crime aconteceu no dia 14 de dezembro de 2017 no distrito de Lídice, e, a princípio, foi tratado como suicídio, mas com o avanço das investigações foi constatado que o homem tinha cometido o homicídio.

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